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2.6.10

A Raiz e os Frutos


Sem Som Não Há Palavras
Sem Pensamentos Não Há Mentes!


Pergunta: Qual a raiz e qual o fruto da palavra?

Resposta: A raiz é o som e o fruto é o pensamento.

O problema real está fora do nosso olhar: na raiz, no coração, na mente, na alma, e assim, ele deve ser tratado.
Uma fruta, uma maçã por exemplo, quando cai ao chão fica amolgada, mas esse facto não é observado no momento, mais tarde já na caixa junto com as outras, apodrece e contamina as outras frutas.

Assim acontece connosco: uma ferida não tratada provocará sofrimento em todo o corpo e quanto mais cedo for tratada, mais facilmente será curada.

Todos os dias podemos cultivar o fruto do espírito nos nossos corações. A forma como os nossos corações se encontram, depende sempre da forma como o cultivamos, pois sabemos que os espinhos podem estrangular a planta, e impede que a faça crescer.
As nossas emoções, desejos, vontades e pensamentos moram na nossa alma, também chamamos de mente. Essa mente sabe que não pode atingir o espírito que foi criado, então ela, a mente, ataca a alma, as emoções dos crentes desde o ventre materno até o momento da morte física.

Muitas pessoas vivem uma vida amarga, falam mal das outras pessoas, criticam tudo e todos; outros têm medos, traumas e complexos. Não conseguem crescer nas suas vidas materiais e espirituais, impedem o crescimento dos outros. Dos seus corações crescem verdadeiros espinhos. Cortar apenas os espinhos, ou apenas mudar as circunstâncias, não vai resolver a causa do problema que está no coração.

Muitas vezes não conseguimos perdoar as outras pessoas e isso nos leva à grande raiz de amargura, provocando-nos muitos males e até certas enfermidades como as doenças.
Num coração curado, sem raízes de amargura, o Mestre Cristo reina e exerce o controle total, e, em consequência, o fruto do Espírito fluirá em abundância, e muitos frutos serão colhidos, para o engrandecimento do nosso espírito.

Imaginemos a família a uma árvore, e consideremos que, a existência da árvore depende da raiz, e mantê-la durante muitos e muitos anos, mas também para que ela possa produzir bons frutos.

LUmeNA

13.5.10

Mente e Não-Mente



A Mente Em Si Não

Existe,

Só Consciência


A Consciência é tudo que existe.

Quando ela se identifica com a forma, com o corpo e com a mente, por isso ela ignora a sua própria Natureza. A consciência SOFRE.

Quando ELA SE IDENTIFICA com a  forma, e com o que ela vê. O que acontece? Ignora a sua própria Natureza, tem medo de morrer, acaba sofrendo dos apêgos, acaba sofrendo dos desapêgos, ou mesmo de muitas coisas que acontecem.

Quando a Consciência NÃO SE IDENTIFICA com a forma, com o corpo e com a mente, ela reconhece a sua própria Natureza, ela se dá conta do quem somos, que não somos nem corpo, nem mente.

O que acontece após estar nesse estado? Vemos finalmente quem somos, e sente-se libertação.

Experimentemos olhar para dentro de nós, e vemos quem somos na verdade, pensamos se é essa a realidade agora, ou já era antes! Nunca deixou de ser Consciência, simplesmente ignorava antes a sua própria Natureza.

Podemos sair donde nós somos? Claro que não!

A mente existe, enquanto mente em si?

Primeiro, temos de olhar e ver directamente o que é isso que existe em nós, independentemente do que vemos. CONSCIÊNCIA, esse céu azul.
Por exemplo: quando olham o céu vêm as nuvens a irem e virem, o pássaro passa não mexe no céu, não transtorna o céu, por fim não acontece nada no céu. O céu continua o mesmo, ileso. Essa é a Natureza do nosso Ser. SOMOS NÓS.

Se recebes de alguém um presente, um elogio, se recebes de alguém uma facada, se alguém te provoca. Isso acontece simplesmente fora da consciência, na periferia da consciência. Na verdade não recebeste presente nenhum. E se o recebeste? foste tu próprio que deste, É veres-te a TI PRÓPRIO, mente, corpo e forma, só existem porque a Consciência existe. Mas, sem Consciência não existe corpo e forma.

E, sem corpo e forma, existe Consciência?
Claro que sim. Voltemos às nuvens, se tirarmos as nuvens do céu o que fica? Muda alguma coisa para o céu?
A Consciência é tudo o que existe. A mente em si não existe, mas é consciência adulterada, em confusão.

Quando a mente está a elaborar, quando se explicita, quando se ilumina, quando se esclarece, o que fica transparente através na mente? O que a mente tem de fazer é esse trajecto todo, ou então, a consciência tem de começar a ouvir, através da mente, o que está a ser dito e elaborar internamente.

Não existe Mente, só existe Consciência.
Consciência ignorante de si mesma é mente. Quando a consciência se reconhece é não-mente. Algo como, um acontecimento, algo como o AGORA. Se descansamos nessa Natureza, se repousamos nessa Natureza, o que acontece com a mente? Fica uma sensação dentro dessa Consciência. As nuvens passam, o pássaro passa e o céu continua inalterado. Aos nossos olhos existe uma ilusão, somente ilusão.

Todavia, nós enquanto mente, não temos controle sobre a nossa Consciência, em expandí-la.

A Consciência é tudo que existe.
LUmeNA

18.4.10

Ser Desperto


A Consciência no AQUI/AGORA


Quantas vezes já dissemos para nós que somos seres despertos, seres que podem deixar a ignorância de uma vida de coisas materiais e passar para coisas espirituais, sem mesmo, nos apercebermos que o verdadeiro despertar vem do sentir do pulsar da Vida, em tudo que nos envolve. Sentir e perceber essa Vida que pulsa, dizemos finalmente, que somos seres despertos. Quando olhamos para uma paisagem só percebemos os elementos apresentados através da perspectiva que os nossos olhos elaboram na imagem.
Temos uma noção clara dos elementos que estão mais próximos e dos que estão mais afastados. Contudo, essa noção é uma ilusão criada pela mente.
Ao trazermos toda a nossa consciência para o momento presente, e estarmos atentos, alertos, naquilo que estamos a observar. É, exactamente aqui que deixamos de ser observadores e penetramos na contemplação.
Na contemplação nós percebemos o vazio, não mais através da mente, mas tomamos consciência desse vazio que separa cada elemento observado. Os objectos passam a ter uma realidade completa, percebemos na sua totalidade, a dualidade das partes, a vísível e a oculta do outro lado.
A consciência é um todo, se relaciona como a respiração deixada pelo espaço vazio, espaço esse que está  totalmente presente na nossa consciência.
Contemplar não é fugir da realidade do mundo. Contemplar é muito mais, é dar realidade ao mundo, porque trazemos para a consciência o pulsar da Vida, fundindo num só Ser Divino.
Esse Ser interno, muitos de nós buscamos das mais variadas formas, mas está diante de nós, AQUI, no vazio que nos unifica. Um dia a contemplação será permanente, porque tudo o que vemos e fazemos, é feito com consciência totalmente presente através da atenção, no alerta no único momento que existe, o AGORA.
Fiquem diante desta paisagem por algum tempo. A vossa mente tenta fugir ou para o passado, ou para o futuro. Não deixem que aconteça, tragam-na sempre para o momento presente, e têm de impedir sempre que a mente se pronuncie sobre o que está a acontecer. Sem darem conta, a imagem sairá do meio do "ruído", e entram na Contemplação. Quando isso acontecer, sentirão uma paz e uma leveza no centro do vosso peito.
É exactamente aqui que o verdadeiro despertar acontece.
LUmeNA