22.7.10

Satsang


Encontro Com a Verdade

Pergunta: Discípulo é o mesmo que disciplina?

Resposta: Sim, a palavra discípulo vem da mesma raiz da palavra disciplina. Portanto, discípulo é aquele que se entrega ao Mestre, que se torna disciplinado por Ele.

Para se compreender bem o que é Satsang, temos de entender que um discípulo quando se entrega, é centrado, é humilde, é receptivo, é aberto, está pronto, está alerta, que espera e é devoto.
Somente através da disciplina se torna discípulo, somente através do centramento se torna humilde, se torna receptivo, se torna vazio, no vazio do silêncio, no silêncio do seu coração, assim o Mestre o alcançará.

Na vida, o que realmente importa é se estamos abertos, receptivos para a verdade. A pessoa tem que ir além do corpo para conhecer o "Ser", a sua verdadeira essência. Mas, para além do corpo existe algo muito mais subtil e complicado: a mente. O corpo é a parte visível da mente e a mente a parte invisível do corpo. Então, um discípulo que é um ser disciplinado tem a mente ocupada em ouvir, em sentir, em aceitar em silêncio e o seu ser está em Satsang. O seu coração está aberto, e num nível profundo, o encontro acontece, esse encontro é Satsang.

É uma proximidade de confiança amorosa.
Estar numa profunda comunhão com Deus que se dá conta da verdade original de ser.


Através desse encontro, surge um acontecimento do ser divino que é percebido, uma paz inigualável. 
Assim, como uma chama que passa de uma vela para a outra, também a luz da consciência pode passar do Mestre para o discípulo, e ao estar perto da luz, disponível, aberto, isso acontece naturalmente.
 
Lumena

21 comentários:

GUINA disse...

O FIM DO HOMEM

Quando menino, lembro-me que o maior medo com o qual tínhamos que conviver, principalmente quando íamos dormir, era com relação ao fim do mundo, ou seja, o dia em que o mundo ia se acabar. Os mais velhos - nunca me esqueci disso, dizia, naquela época, que o mundo não passaria do ano 2000. Nesse ano, segundo.....................

Angélica Lins disse...

Que texto iluminado.
Beijo Lu

Eduardo Medeiros disse...

Bem oportuno o tema "disciplina", essa palavra tão desgastada, tão impopular, tão negligenciada.

Disciplina é fundamental na vida. E o princípio da possibilidade de se receber sabedoria do mestre.

abraços

GUINA disse...

GUINA disse...

Seu comentário é muito bem vindo, por sê-lo feito com lucidez. Óbvio que não vamos, aqui, fazer questionamentos pró ou contra Nietzsche, porque nunca chegaríamos a uma conclusão sobre ele e a seu respeito, devido a grande complexidade que gira em torno dele, tanto na sua condição de mortal como na de filósofo, sem querer jamais dizer com isso que seu legado de pensador tenha sido cabalmente compreendido, visto que a força dos seus pensamentos e de suas reflexões ainda podem ser aplicada em todos os campos do conhecimento humano atual, tanto para a libertação do homem das amarras sociais como para a sua própria destruição. Desde seu falecimento, em 1900, que suas ideias vem sendo estudadas, principalmente em nossa época atual, mas ainda de maneira muito tímida e pouco aplicadas no campo cultural, social e político, já que ele ainda permanece como o filósofo mais perigoso dentre todos eles, passados e presentes, podendo ser equiparado, metaforicamente falando, a um arsenal atômico. Por fim, podemos dizer que Nietzsche tornou-se Nietzsche graças a sua paixão profunda e não correspondida por Andrea Lou-Salomé, que ele a sublimou recorrendo à força obsessiva e obcessora da inteligência psíquica, ao livro de Arthur Schopenhauer, titulado O Mundo como forma e representação, à música de Richard Wagner, sua vasta biblioteca sobre toda a cultura grega antiga e sua formação em filologia, independentemente do fato dele ter se tornado, na Alemanha, um professor com uma idade ainda muito precoce para a cátedra de filologia. As ideias e os pensamentos desse filósofo são capazes, ainda, de sacudir toda a terra e a Humanidade. Nisso, ele tinha absoluta consciência quando disse: "Não sou um homem, sou um Dinamite".

LUmeNA disse...

GUINA,

Muitos meninos/as ouviram histórias assustadoras. Eu própria as ouvi.
O fim do homem só acontece quando, deixar de ser competitivo na doacção, competitivo no amor genuíno, na abnegação, no respeito, na união, ou seja, nem há espaço para a competitividade, porque se existir naturalmente a harmonia total, instalar-se-ia, assim como a compaixão.

Grata pelo comentário.

Lumena

LUmeNA disse...

Angélica Lins,

Grata querida!

Be;)os,
Lumena

LUmeNA disse...

Eduardo Mediros,

"Disciplina é fundamental na vida. E o princípio da possibilidade de se receber sabedoria do mestre."

Com disciplina se recebe a sabedoria do Mestre.

Ao longo dos tempos, o Mestre ou mestres, seres humanos, que pelas suas próprias obras atingiram níveis mais elevados de consciência, níveis mais elevados da mente, níveis mais elevados do sentimento, do amor e de espiritualidade, por isso se libertaram, iluminaram e, atingiram um estado de consciência espiritual que hoje chamamos de mestre.

Mui grata, abraços,
Lumena

LUmeNA disse...

GUINA,

"As ideias e os pensamentos desse filósofo são capazes, ainda, de sacudir toda a terra e a Humanidade."

Nietzsche,nunca pode ser identificado como um filósofo com discurso trágico e periculoso. O seu pensamento principal proclama a morte da civilização ea aurora de uma nova era. É um anúncio de que homem deve superar a si mesmo, à sua potencialidade negada. o homem "velho" que vivia enclausurado e no seu pessimismo e ilusão, o "novo" pretende substituir aquele.
Nietzsche, quando fala em "super-homem", implica a dimensão do divino, na vontade do poder. Nesta perspectiva, o divino não é uma coisa separada do homem, tão pouco uma realidade fora de si, mas o divino e o homem se encontram na consciência do não-poder.
Para Nietzsche, o anuncio da morte deDeus não se trata de propagar ideias anti-teístas, mas de erigir um novo conceito sobre o homem e sobre Deus.
Ele fala que o homem massificado evita a qualquer custo a controvérsia, e que é conformista, indiferente, acha a vida aborrecida e vazia, para a qual a nossa cultura se dirige.
No livro Zaratustra, siblinha uma nova filosófica no nível existencial, onde se abre o horizonte entendido positivamente, como o horizonte do sagrado. O seu pensamento sobre o sagrado que observa a morte de Deus é somente um acontecimento cultural, mas necessário para purificar a face de Deus. Deste modo, Nietzsche, não mata Deus, limita-se a constatar a ausência do divino na cultura do seu tempo, acusando a teologia metafísica.
Logo, matar a Deus significa, noutras palavras, matar o dogma, o conformismo, a superstição e o medo.

Lumena

Adh2bs disse...

Olá!
Vivemos em busca de nos encontrarmos. Se formos honestos, mais até com a gente mesmo, nos encontraremos, conosco e com a verdade.
Abç,
Adh

Edson Carmo disse...

Satsang é o encontro com a Verdade e, a Verdade é Luz. Mas existem a luz própria e a luz emprestada: existe a luz do sol e a luz da lua. Uma é luz existencial e a outra apenas um reflexo do que existe. Assim, existe a luz da mente, e a Luz da consciência; existe a iluminação da mente e existe a Iluminação da consciência – isso é muito importante saber, que há essa diferença!

Em satsang a luz vem sobre um objeto luminoso que acende outro objeto luminoso. Porque um mestre é um objeto luminoso aceso, um discípulo é um objeto luminoso sendo aceso.

Assim, discípulo é aquele que dissipa sua Ignorância(escuridão) através da Revelação(sabedoria) do mestre. Essa transformação exige disciplina. Sem disciplina não há discípulo a conseqüentemente o mestre. Muito bom o post, trouxe-nos uma grande reflexão!

Edson Carmo

LUmeNA disse...

Adh2bs,

Exactamente Adhemar! Grata.

Abraços,
Lumena

LUmeNA disse...

Edson Carmo,

Muito bom!
Temos capacidade para entender e aplicar os ensinamentos que transformam a mente. Começamos pela contemplação.
A meta é a felicidade, mas uma felicidade estável, a isso chamamos iluminação.

Grata amigo!

Abraços,
Lumena

Hod disse...

Somos nada sem disciplina, até os selvagens dentro de suas hierarquias possui disciplinas.
Se existe um siscipulo existirá uma mestre que promoveu a auto disciplina.

Bom fim de seman Lumena,

Abraços.

LUmeNA disse...

Hod,

Exactamente! Nada somos sem disciplina.

Bom fim-de-semana Hod,

Abraços,
Lumena

A Flor do Sul - Perah Hadarom disse...

Bom dia, Lumena! Como estás?

Olha, a palavra satsang, oiço-a por primeira vez, agora. O que é, sânscrito, tétum, chinês? Não me parece hebraico, háhá.

Mas ok, falas aqui da disciplina, do discípulo ser humilde, atento, receptivo. É isso mesmo, e a relação discípulo mestre sempre foi e sempre será uma das mais belas e puras formas de relacionamento. Em certos sentidos, penso eu, até mais bela que o amor que temos por nossos familiares, pois não esperamos receber nada que a pessoa (o mestre, no caso) não esteja disposta a dar.

Gostei disso: "O corpo é a parte visível da mente e a mente a parte invisível do corpo."

Será que estou dentro do assunto, ou falei alguma besteira? Por favor, corrija-me se eu errado estiver, mestra Lu!

Abraços cordiais, bonne semaine pour toi!

LUmeNA disse...

A Flor do Sul - Perah Hadarom,

Bom dia Hakime! Eu estou bem! Gosto de te ver assim, logo pela manhã, bem disposto ahahah.

Satsang, não é nem sânscrito, nem tétum (que tenho pena de não saber), nem chinês, nem hebraico.

Sat=verdade; Sang=encontro, reunião

Satsang, é uma palavra hindu, que significa encontro com a verdade, perto da verdade.
É composto por meditação, perguntas e respostas, sobre a procura espiritual.
O objectivo de Satsang é chegar ao entendimento das barreiras que impedem a correcta visão da verdade.
É a ciência da espiritualidade.

Quando dizes que a relação díscipulo/mestre sempre foi e sempre será uma das mais puras formas de relacionamento, isso é verdade. Em Satsang, é um tipo de amor bem diferente, onde todos se expressam autenticamente, não possessivo, mas muito bonito. Ali, percebe-se o oposto, abandona-se as muletas, para sermos capazes de caminhar livres de regras e julgamentos. É uma grande família.

A relação que existe entre a mente e o corpo é muito íntima.
Quando a mente está afectada o corpo ressente, e vice-versa.
Esta ideia de integração entre mente e corpo, sempre esteve presente na cultura oriental.

Expressaste-te bem! E dentro do assunto.

Abraços cordiais e boa semana!
Lumena

A Flor do Sul - Perah Hadarom disse...

Obrigado por esclarecer, eu havia ficado curioso. Mas, se dizes que é hindu (no Brasil se usa mais frequentemente a palavra "hindi" para desifnar esta língua), então não é tão longe do sânscrito, pois de certa forma o sânscrito está para o hindi, o urdu, o bengali e outros idiomas da região como está o latim para o português, o espanhol, o francês etc....

E, sobre o significado da satsang, não poderia haver algo mais bonito para eu descobrir nesse começo de semana: "O objectivo de Satsang é chegar ao entendimento das barreiras que impedem a correcta visão da verdade." Que bom seria se nós ocidentais déssemos mais atenção à relação mente-corpo, corpo-mente!

Boa noite, amiga. Au revoir, douce Lumena.

Edson Carmo disse...

Lumena,

Sua abordagem ao querido amigo Hakime sobre satsang, é simplesmente linda.

Edson Carmo

LUmeNA disse...

A Flor do Sul - Perah Hadarom,

Sim, é algo mais bonito, que se pode sentir.

Em Satsang, não há corações abertos ou corações fechados, simplesmente há Coração. Em Satsang, não há duas vidas, simplesmente há Vida. Em Satsang, não há satsang e o mundo, não há uma porta que se abre para o salão do satsang, simplesmente há Satsang, Eterno, permanente, somente Amor. Tudo o resto é simplesmente imaginação.



Edson Carmo,

Grata, amigo!

Abraços meus amigos!

Lumena

Adh2bs disse...

Prezada LUmeNA;
Posso sugerir que tragas para cá, como um post, o comentário que fizeste no post "mágoas" do nosso amigo Edson Carmo? Perdoe a ousadia.
Grande abraço,
Adh
(ainda não esqueci o desafio, só não me debrucei sobre ele ainda)

LUmeNA disse...

Adh2bs,

Vou atender ao teu pedido, e farei agora o meu comentário em post.

Grata Adhemar!

Abraços,
Lumena