26.4.10

Silêncio


Quase Ninguém dá Importância ao Silêncio


"Nós os índios, conhecemos o silêncio, não temos medo dele. Na verdade, para nós ele é mais poderoso do que as palavras. Nossos ancestrais foram educados nas maneiras do silêncio e eles nos transmitiram esse conhecimento.
"Observa, escuta, e logo atua", nos diziam.
Esta é a maneira correta de viver.
Observa os animais para ver como cuidam dos filhotes;
Observa os anciãos para ver como se comportam;
Observa os homens brancos para ver o que querem.
Sempre observa primeiro, com o coração e a mente quietos e, então, poderás atuar.
Com vocês brancos e pretos, é o contrário. Vocês aprendem falando.
Dão prêmios às crianças que falam mais na escola; em suas festas, todos tratam de falar.
No trabalho estão sempre tendo reuniões nas quais todos interrompem a todos, e todos falam, e todos falam cinco, dez, cem vezes e chama isso de "resolver um problema".
Quando estão numa habitação e há silêncio, ficam nervosos. Precisam preencher o espaço com sons.
Então, falam compulsivamente, mesmo antes de saber o que vão dizer.
Vocês gostam de discutir, nem sequer permitem que o outro termine uma frase. Sempre interrompem.
Para nós isso é muito desrespeito e estúpido.
Se começas a falar, não vou te interromper. Te escutarei, mas talvez deixe de escutá-lo se não gostar do que estás dizendo, mas não vou te interromper.
Quando terminares, tomarei minha decisão sobre o que dissestes, mas não te direi senão estou de acordo, a menos que seja importante. Do contrário, simplesmente ficarei calado e me afastarei. Terás dito o que preciso saber. Não há mais nada a fazer.
Mas, isso não é o suficiente para a maioria de vocês.
Deveriam pensar nas suas palavras como se fossem sementes. Deveriam plantá-las e deixá-las crescer em silêncio.
Nossos ancestrais nos ensinaram que a terra está sempre nos falando e que devemos ficar em silêncio para escutá-la.
Existem muitas vozes além das nossas, muitas vozes.
Só vamos escutá-las em silêncio".
Autor desconhecido
Como chegar ao silêncio interior?
É importante para o verdadeiro encontro connosco mesmos e com Deus, aqueles momentos de silêncio e de adoração. Deus não se manifesta no barulho. O nosso Deus é o Deus do silêncio.
Jesus quando se sentia cansado e necessitava de um encontro mais profundo, se retirava para lugares silenciosos, pois sabia que ali encontraria a paz e as respostas para as suas inquietações.
Manter a alma em paz pressupõe simplicidade. Fazer silêncio é reconhecer que as nossas inquietações não têm mais poder. Um momento de silêncio, mesmo muito breve, é como um repouso santo, uma trégua da inquietação.

Silêncio não é solidão.
LUmeNA

27 comentários:

MQ disse...

Mias uma vez parabéns um belíssimo texto, com o qual concordo plenamente. Nos dias de hoje quanto mais uma pessoa falar melhor, mesmo que este falar seja sem qualquer essência.
Relativamente ao silêncio, este é, de facto, visto como algo negativo, tanto que , quando uma pessoa está em silêncio começam logo a dizer "fala pá, estás todo macambúzio", mas é através do silêncio que conseguimos ouvir nós próprios.

Tens um surpresa no meu blog.

BJOS GDIS
do amigo
MAXWEL

Joana Carvalho disse...

ja esta o selinho *.* muito obrigada :$

LUmeNA disse...

MQ,

Exactamente, nos dias de hoje não se faz silêncio.
A interpretação do texto vai muito além, pois, quando se refere ao silêncio, é para demonstrar que devemos pensar nas palavras como se fossem sementes, e os índios demonstram muito bem isso.

Grata!
Vou já ver a surpresa.

Be:)inhos,
LUmeNA

LUmeNA disse...

Joana Carvalho,

Uma carinha nova no meu espaço!
Agradável!

Parabéns, também o mereces.

Be:)os,
LUmeNA

Joana Carvalho disse...

ohh ja estou a seguirr :)

(aqele comentario nao era para tiii :$ ) mas obrigada na mesma *.*

LUmeNA disse...

Joana Carvalho,

Sim, tinha reparado nisso, mas não há problema :)
Parabéns na mesma!

Be:)os,
LUmeNA

sevejocosilva disse...

Mesmo sendo de autor desconhecido o texto é de um índio (desconhecido, mas índio) quanta sabedoria. E quanto poderiamos ter aprendido se não tivessemos sido tão intolerantes. Se ao invés de tentarmos exterminá-los, tivessemos tentado compreendê-los e com eles aprender.
Para ouvir o silêncio é necessário estar em paz. Tentemos ficar em paz...

Joana Carvalho disse...

tao qerida *.* obrigada :$

gosto do teu *.*

LUmeNA disse...

sevejocosilva,

Uma das principais causas da violência contra os índios é a cobiça das suas terras, com objectivo de diversos tipos de invasão do homem branco.
Eles, os índios mantêm uma relação muito especial com a terra, e nos ensinam que as alternativas não se constroem somente com braços e mãos, mas com coragem e com fé.

LumeNA

anita sereno disse...

ola vim atravez de um blog amigo para te conhecer amei e te sigo escreves muito bem mas te acho triste espero ser só impressão um beijo votos de uma boa semana

Edson Carmo disse...

Lumena,

O silêncio aqui exposto é a ausência total de som interior. O som interior é o espírito da palavra, e a palavra a alma do pensamento. Na verdade é o pensamento que não permite o silêncio interior, e não o barulho que se processa no mundo exterior.

Edson Carmo

LUmeNA disse...

anita sereno,

Grata por seguires o meu espaço.

Este post não é para se sentir feliz. Quando escrevo algo me transporto para dentro dos temas, sejam eles felizes ou menos felizes. Assim, este texto deixa-me um pouco triste, visto que a sabedoria dos índios não está a ser aprendida, e muitos homens continuam intolerantes.

Fica tranquila querida anita!

Be:)os e boa semana!
LUmeNA

LUmeNA disse...

Edson Carmo,

Grata e excelente comentário.

Abraços,
LUmeNA

jair machado rodrigues disse...

Minha caríssima LUmeNA, necessito do Silêncio para viver, entender, ser feliz, ou seja, estar com DEUS no coração. Sábio, muito sábio o autor deste texto, estamos tão preocupados em que oução o que temos de tão importante para falar, mas será mesmo muito importante ? se ouvindo vou poder entender melhor...Um Grande Abraço.
ps. nos encontrasmos no Edson, né?

LUmeNA disse...

jair machado rodrigues,

Sim, muito sábio mesmo o autor deste texto, pena não se ter identificado, mas como diz o amigo sevejocosilva, "desconhecido, mas índio".
É importante sempre que oiçam o que dizemos, sem interromper, como os índios fazem.

Eu já deixei um comentário no amigo Edson!

Abraços,
LUMeNA

Abdoul Hakime Goul Djounoubi disse...

Acabei de comprar o pequeno-almoço (super atrasado, o normal é 7:30), e estou na Internet, estou a ouvir músicas e entrei agora em teu sítio, Lumena. Tenho aqui pães, iogourte, e pastéis salgados. Aceitas comer comigo? Bem, vamos lá, deixa eu começar a leitura!

LUmeNA disse...

Olá Hakime!

Grata pelo convite, mas aqui já são 14:22h, o que quer dizer que já almocei!
Bom aperite!

LUmeNA

Abdoul Hakime Goul Djounoubi disse...

Realmente, Lumena! É pena que esta visão que os indígenas têm do silêncio seja para nós tão estranha. Não sei qual a nação indígena de que falas, pois há muitas aqui no Brasil (suponho que sejam índios brasileiros, não sei...), porém creio que o homem vermelho é diferente de nós nesse sentido, e estão com a razão. É necessário saber escutar, para entender o que é o mundo, o que está no pensamento do outro, e para se relacionar melhor consigo mesmo.É realmente muito feio não deixar sequer o próximo terminar as frases que começa. Como quereremos ser ouvidos sem antes ouvir?!

Ah, e concordo com o que falas aqui, que as vezes é preciso retirar-se um pouco da vida, exatamente como o Mestre fazia, e voltarmos então renovados. Silêncio é sabedoria.

Dizes: Silêncio não é solidão, e não discordo, absolutamente. O problema é que assim o vemos, e justamente por isso o tememos. Afinal, quem quer a solidão? Ela nos esmaga e nos molda de acordo com seu próprio instinto, nos desfigura e nos tira a humanidade. Já os silêncios bem vividos junto com quem gostamos, pessoas que contribuem de forma positiva ao nosso crescimento, estes são tão necessários quanto o ar que respiramos.

Parabéns pelo texto.

PS.: Obrigado, espero que tenha sido bom o almoço. Que comeste?

LUmeNA disse...

Hakime,

O texto de que transcrevi não fala de que nação indígena se refere, mas tudo leva a crêr que sejam índios brasileiros. Mas, em geral eles, os índios, têm a mesma convicção em relação à forma como sentem o silêncio.
Silêncio como digo, não é solidão.
Muita gente faz ideia errada sobre isso. Estar em silêncio, é voltar-se para si mesmo, em profunda reflexão, ou seja, nunca se pode considerar que se está só (solidão), se gostar de sentir a presença do Ser que preenche esse silêncio.

Grata amigo!

PS.: Meu almoço foi bacalhau à bráz. Delicioso!
Prato bem português.

LUmeNA

Eduardo Medeiros disse...

Amiga Lumena, tuda bem?

Primeiro quero me desculpar pois se não me engano, você me ofereceu um selo e eu não pude ainda nem colocá-lo na minha Sala.

Estou sem computador em casa e tenho que transitar nos muitos blogs que eu participo e comento em poucas horas em lanhauses. Evidente que não consigo ir em todos que eu sigo.

Peço-te então, desculpas pela ausência. Também já me desculpei com nosso amigo em comum Edson Carmo.

Em breve estarei com meu computador em casa e poderei ser mais frequente por aqui, pois sei que seus textos são muito bons.

Como este, sobre o silêncio que você termina com uma frase verdadeira mas nem sempre percebida:

"Silêncio não é solidão".

Um grande abraço e até mais.

LUmeNA disse...

Eduardo Medeiros,

Por cá está tudo bem.
Fica tranquilo, e volte quando puder!

Exacatmente, como disse ao amigo Hakime, essa frase nem sempre é percebida por muita gente.
Talvez, não entendam a finalidade desse estado de Ser.

Um Grande Abraço,
LUmeNA

Eduardo Aleixo disse...

É um texto de ouro sobre o ouro do silêncio.
Silêncio que sempre procuro.
Já repoaraste que a maioria dos meus poemas fazem parte de um projecto de livro que se chama: " Os caminhos do Silêncio" ?
Beijinhos

LUmeNA disse...

Eduardo Aleixo,

"É um texto de ouro sobre o ouro do silêncio", ou seja o silêncio do silêncio.

Sim, já tinha reparado nisso.
Teus poemas são poemas de silêncio que abafa o teu próprio grito. Impões a tua força, mesmo que continues a gritar, explodes no silêncio e, rompes a tua liberdade.

Paz e Luz,
LUmeNA

tonhOliveira disse...



Sábio!

Há saídasadias para sanar este
barulho ensurdeceDOR.

"Vá ou→vir o silêncio"!

be:)os!

LUmeNA disse...

tonhOliveira,

Quanta imaginação e criatividade para ouvir o silêncio e sanar a DOR do barulho.

Grata.

be:)os,
LUmeNA

Bibi disse...

Não amiga.........
SILÊNCIO não é SOLIDÃO!!!
mesmo você faz silêncio avec moi....
e...não está na SOLIDÃO

LUmeNA disse...

Ó Bibi,

Você me desculpa, mas o meu silêncio para com você, não é silêncio de não querer contactá-la.
Este silêncio é, silêncio interior, é como um "calar a boca", extremamente necessário para melhorar ommeu relacionamento interpessoal. É dessa reflexão que aprendemos que quando nos calamos é que verdadeiramente ouvimos a outra pessoa, considerando-se também, de que pelo facto de estar em silêncio, escuto a mim mesma, e passo a entender a tua comunicação.

Venha conversar comigo hoje à noite no msn.

LUmeNA