O Espaço Entre o Equilíbrio
e a Igualdade
Todos falam de paz, mas não sabem o que é paz. Todos dizem que é para a paz que nos colocamos contra a guerra.
As pessoas preferem render-se contra o seu ser interior, o seu ser mais bondoso, o seu ser mais amoroso, então se revoltam contra o oposto, ou seja, contra o ódio, contra a guerra, contra as injustiças, e tudo isso é viver na oposição.
O espaço entre o equilíbrio e a igualdade é a paz interior, é o estar em harmonia, é o estar em equilíbrio com todas as coisas.
O ser humano possui a ilusão dessa separação, o medo. Toda e qualquer oposição é motivada pelo medo.
Quantas vezes cada um de vocês diz que está em paz, mas não entendem o porquê das coisas erradas, o porquê da violência, o porquê das injustiças. Pelo simples facto de não entenderem, não estão em paz. Enquanto existir nas vossas mentes a oposição, não se cria paz.
A única forma de ter paz, de ser paz, é permitir para vós próprios que, as experiências dos outros por mais tenebrosas que sejam, nunca vos afectará. Verão também a paz dentro das outras pessoas, verão a luz, verão o amor de Cristo que é a verdadeira natureza do ser, e reconhecerão a vossa consciência pacífica mais ampliada.
Podem também dizer que ficarem quietos e deixarem tudo acontecer e não fazerem nada? Até que é verdade, mas opôr-se para criar mais guerras? O que fazer? Paz, o estar em paz e o ser paz, é simplesmente o que a paz faz. Esteja em paz, viva, respire, dance, oiça música, cante, crie e imagine, certamente verá paz.
O ego humano é propício para criar medo, para criar a oposição, para criar guerras, distrai-vos e não vos deixa perceber que, felicidade, amor, plenitude, são produto de paz interior; crítica, luta e dor, são produto de guerras humanas.
Abram os vossos corações para a essência das causas, das vossas oposições, e façam as pazes com tudo isso. Quando puderem amar, verdadeiramente amar, sem ter medo, mas, pelo contrário, terem mais amor, terem mais compaixão por todo esse processo, o vosso mundo será transformado e retomará a sua verdadeira natureza: PAZ.
Lumena










